Pense com calma. Não valem os filmes estrangeiros, nem as notícias de crise que passam à hora do jantar.
Se a lista ficou curta, a culpa não é sua. É o resultado de décadas em que a nossa história foi contada por outros, com estereótipos, exotismo e muito silêncio.
E o silêncio tem um preço.
Há jovens em Luanda com talento para liderar que nunca ouviram falar de quem já abriu esse caminho. Há empreendedores em Maputo que não sabem que, do outro lado do oceano, alguém procura exactamente o que eles fazem. Há estudantes na Praia que nunca encontram a bolsa que existe, porque a informação simplesmente não chega.
A capacidade está lá. O que falta é a ponte.
E enquanto essa ponte não existe, o valor escapa. A nossa música toca no mundo inteiro, a nossa estética enche passerelles, os nossos sabores inspiram restaurantes, e demasiadas vezes quem mais lucra não é quem cria.
Foi para fechar este fosso que nasceu a Mentoria-Afro.